quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Momento Good Will Hunting


Um dos filmes que mais gostei de ver e que revejo sempre com prazer chama-se Good Will Hunting, O Bom Rebelde, em português. É um filme inspirador em vários aspectos  Começa por ser inspirador ainda antes de ter sido realizado, tudo porque, pelo menos assim reza a lenda, os dois argumentistas e futuros protagonistas do filme, Ben Affleck e Matt Damon resistiram a vender o argumento e consequentemente a sua participação no filme, passando inclusivamente por dificuldades financeiras, por acreditarem muito na equipa que eles queriam que realizasse e protagonizasse o filme. A equipa vencedora incluía, além dos já citados, outros nomes como Casey Affleck, Minnie Driver, o grande Robin Williams e o realizador Gus Vant Sant.

Quando finalmente o filme estreou, conquistou público e crítica e até a academia, tendo recebido o oscar para melhor argumento original.

Como é que o filme veio ontem à baila? É que ontem tive esperança de viver, na minha vida real, um dos episódios marcantes do filme. A páginas tantas o Psicólogo protagonizado pelo Robin Williams conta ao problemático Matt Damon uma peripécia que envolve um dos melhores jogos de basebol da história, um jogo para o qual ele tinha bilhete para ir ver. Finalizado o relato, com direito a simulação de home run com invasão de campo e tudo, o Matt Damon exclama algo do género, “Epá, não acredito que viste esse jogo ao vivo” ao que o Robin Williams diz, “Eu, eu não vi. Fiquei no bar por causa de uma miúda”. (agora que vi o clip, não é bem assim, mas não alterei o texto, foi de memória)

Ontem jogava o Benfica, liga dos campeões, jogo grande que, ainda não sendo decisivo, pode ajudar a decidir o apuramento. Eu tinha bilhete, mas preferi jantar em casa, com a minha mulher, os meus filhos e com um amigo e a sua namorada. Este amigo, para ajudar à festa, partilha comigo e com a Xana o fascínio pelo filme. Estava tudo alinhado e então confesso que tive esperança que fosse perder um jogo épico e que daqui a muitos anos pudesse dizer, epá tinha bilhete para esse jogo onde, e agora divago, o Cardozo marcou 3, um deles de bicicleta e onde o Ivan Cavaleiro, hoje estrela mundial e melhor jogador do mundo, se estreou na Champions pelo Benfica. Então alguém me perguntaria, “a sério viste isso ao vivo??” E surgia a minha resposta, com um misto de felicidade e amargura, “não, fiquei em casa a jantar com a família e uns grandes amigos que já não via há muito, tive uma noite ainda mais fantástica do que o jogo”.

A verdade é que a noite em casa foi muito melhor do que o jogo, mas infelizmente ainda não posso dizer que tive o meu momento Good Will Hunting. Quem falhou foi o Benfica, não fomos nós.

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